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Após cinco anos de vacinação, covid recua, mas ainda preocupa

27 de janeiro de 2026
  • Em 2025, foram registradas 1,7 mil mortes após infecção da doença

A vacinação contra a covid-19, iniciada há 5 anos no Brasil, levou ao fim da pandemia - mas a doença ainda persiste, mesmo que em patamares muito menores. Por isso, especialistas alertam que é essencial manter a imunização entre aqueles que não foram vacinados antes ou que têm risco maior de desenvolver quadros graves da doença.

A cobertura, no entanto, está longe do ideal: em 2025, de cada 10 doses distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios, menos de 4 foram utilizadas. Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas 8 milhões aplicadas.

Dados da plataforma Infogripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que monitora a ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG), mostram as consequências dessa baixa cobertura. Em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes. Os números se referem apenas aos casos confirmados com teste laboratorial e, como alguns registros são inseridos tardiamente no sistema de vigilância do Ministério da Saúde, os dados de 2025 ainda podem aumentar.

O coordenador do Infogripe Leonardo Bastos reforça que o coronavírus continua sendo um dos vírus respiratórios mais ameaçadores para a saúde.

"A covid não foi embora. De tempos em tempos a gente tem surtos e avalia constantemente se esses surtos crescem, se eles podem se transformar em uma epidemia. O que a gente vê hoje de número de casos e mortes ainda é algo absurdo. Mas, como a gente passou por um período surreal na pandemia, o que seria considerado alto, acaba sendo normalizado", diz.

A pesquisadora da plataforma,Tatiana Portella complementa que o vírus ainda não demonstrou ter uma sazonalidade, como a influenza, por exemplo, que costuma apresentar aumento de casos no inverno.

"A gente pode ter uma nova onda a qualquer momento com o surgimento de uma nova variante, que pode ser mais transmissível, infecciosa, e não tem como prever quando que vai surgir essa nova variante. Por isso que é importante que a população sempre esteja em dia com a vacinação", recomenda. 

A Secretaria de Saúde do DF promoveu dia de vacinação infantil na Creche Sempre Viva, na cidade satélite de Ceilândia - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Crianças

Desde 2024, a vacina contra a covid-19 foi incluída no calendário básico de vacinação de três grupos: crianças, idosos e gestantes. Além disso, pessoas que fazem parte de grupos especiais (confira as informações completas abaixo) devem reforçar a imunização periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário tem sido um desafio no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, 2 milhões de doses foram aplicadas no público infantil em 2025, mas a pasta não especificou qual o índice de cobertura atingido com esse total.

O painel público de vacinação indica que apenas 3,49% do público-alvo menor de 1 ano foi vacinado em 2025. Em nota, o Ministério informou que "os dados atuais subestimam a cobertura real: o painel apresenta apenas a aplicação em crianças menores de um ano, enquanto o público-alvo inclui crianças menores de cinco anos, gestantes e pessoas com 60 anos ou mais" e que "está desenvolvendo a consolidação dos dados por coorte etária"

Mesmo enquanto o status de emergência sanitária estava em vigor, a cobertura ideal de 90% ficou longe de ser atingida. A vacinação infantil começou em 2022, e até fevereiro de 2024, apenas 55,9% das crianças na faixa etária de 5 a 11 anos, e 23% das que tinham 3 e 4 anos tinham sido vacinadas. 

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Ballalai, a principal causa disso é a baixa percepção de risco.

"O ser humano é movido pela percepção de risco. O Brasil foi um dos primeiros países que atingiram uma cobertura maior de 80% para toda a população adulta. Mas quando a vacina chegou para as crianças, o cenário era outro, com menos casos, menos mortes e a percepção de risco tinha diminuído. Aí o antivacinismo começa a fazer efeito. Porque as fake news contra a vacina só dão certo quando as pessoas não estão vendo o risco", argumenta.

Mas o risco da covid existe e é alto. As crianças com menos de 2 anos são o segundo grupo mais vulnerável às complicações pela covid-19, atrás apenas dos idosos. Segundo dados da plataforma Infogripe, de 2020 a 2025, quase 20,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave foram registrados nessa faixa etária, com 801 mortes. Mesmo no ano passado, em que a doença estava teoricamente controlada, foram 55 mortes e 2.440 internações.

As crianças também podem desenvolver uma complicação rara associada à covid-19 chamada de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que provoca a morte em cerca de 7% dos casos. De 2020 a 2023, o Brasil registrou cerca de 2,1 mil casos de SIM-P, com 142 óbitos. Além disso, um estudo com quase 14 milhões de crianças e adolescentes na Inglaterra mostrou também maior incidência de doenças cardiovasculares como miocardite e tromboembolismo após a infecção pela Covid-19. 

Por outro lado, a eficiência da vacina também foi comprovada. O acompanhamento de 640 crianças e adolescentes vacinados com a coronavac em São Paulo, mostrou que apenas 56 delas foram infectadas pela covid depois da vacinação e nenhuma com gravidade. As vacinas infantis também já se provaram seguras. Em 2022 e 2023, o Brasil aplicou mais de 6 milhões de doses da vacina contra a covid-19 em crianças, com poucas notificações de eventos adversos e a grande maioria leves, segundo o monitoramento do Ministério da Saúde.

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações ressalta a importância dos profissionais de saúde para aumentar as coberturas vacinais. Isabela Ballalai defende que é preciso melhorar a formação médica, e que os profissionais já atuantes devem se manter atualizados conforme as melhores evidências da ciência, e recomendar a vacinação às famílias.

"Infelizmente nós temos médicos renomados, que sempre defenderam as vacinas, agora dizendo que nem todas as vacinas. Por trás disso há muitos interesses, políticos, financeiros, de vários tipos. E entre um médico que você já conhece e alguém que você ainda não conhece, em quem você vai confiar? Mas nós que defendemos as vacinas temos todas as evidências científicas pra provar o que a gente diz"

Quem deve se vacinar contra a covid-19?
Bebês:

- 1ª dose aos 6 meses

- 2ª dose aos 7 meses

- 3ª dose aos 9 meses, apenas para as crianças que tiverem recebido a vacina da Pfizer

Crianças imunocomprometidas:

- 1ª dose aos 6 meses

- 2ª dose aos 7 meses

- 3ª dose aos 9 meses, independente do imunizante

- Dose de reforço a cada 6 meses

Crianças indígenas, ribeirinhas, quilombolas ou com comorbidades:

- Esquema básico semelhante ao das crianças em geral

- Dose de reforço anual

Crianças com menos de 5 anos que ainda não foram vacinadas ou que não receberam todas as doses devem completar o esquema básico

Gestantes:

- Uma dose a cada gravidez

Puérperas (até 45 dias após o parto):

- Uma dose, caso não tenham tomado durante a gravidez

Idosos, a partir dos 60 anos:

- Uma dose a cada 6 meses

Pessoas imunocomprometidas:

- Uma dose a cada 6 meses

Pessoas vivendo em instituições de longa permanência, indígenas que vivem ou não em terra indígena, ribeirinhos, quilombolas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, pessoas em situação de rua e trabalhadores dos Correios:

- Uma dose por ano

Pessoas entre 5 e 59 anos, que não se encaixam nos grupos prioritários mas nunca foram vacinadas contra a covid-19:

- Uma dose


 Fonte: Agência Brasil

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Autoridades da Índia monitoram reaparecimento do vírus Nipah

27 de janeiro de 2026
  • Cinco casos foram confirmados em Bengala Ocidental

Autoridades sanitárias da Índia monitoram nos últimos dias um surto do vírus Nipah na província de Bengala Ocidental, onde cinco casos foram confirmados entre profissionais de saúde de um hospital.

Cerca de 100 pessoas foram postas em quarentena nessa unidade de saúde, segundo a agência de notícias Reuters, que também noticiou que países vizinhos ─ Tailândia, Nepal e Taiwan ─ aumentaram as medidas sanitárias de precaução em aeroportos.

O Nipah já foi identificado outras vezes no Sudeste da Ásia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ele foi descoberto em 1999, em um surto entre criadores de porcos na Malásia, e é detectado com regularidade em Bangladesh e na Índia.

Consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Benedito Fonseca explicou, em entrevista à Agência Brasil, que a incidência desse vírus se repete na Índia por causa de fatores ambientais e culturais e que as formas de transmissão limitam seu alcance, se comparado a micro-organismos que causaram pandemias como a da covid-19 e de influenza.

Para o professor de infectologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), é pequeno o potencial do vírus se espalhar pelo planeta e causar uma nova pandemia.

O vírus é classificado como zoonótico, por ser transmitido principalmente de animais para humanos e também por comida contaminada. O reservatório natural desse vírus são espécies de morcegos que já foram encontradas em países asiáticos, como Camboja, Índia, Indonésia e Tailândia, e também na África, em Gana e Madagascar.

O Nipah pode ser transmitido pelo contato com os morcegos contaminados, fluídos de seus corpos ou frutas contaminadas por eles. Também foram relatados casos de transmissão entre seres humanos, no contato com secreções e durante o cuidado de pacientes infectados em ambientes hospitalares.

Fatores ambientais e culturais
Benedito Fonseca ressalta que o vírus reaparece com frequência em regiões da Índia, o que está ligado à presença dos morcegos, à flora da região e a hábitos alimentares da população.

“Nesta fase do ano, as tamareiras que existem nessa região dão uma seiva muito doce, que os morcegos adoram. Essa seiva é consumida também por pessoas, que geralmente tomam isso puro, sem ferver ou pasteurizar”.

O pesquisador descreve que a saliva do morcego contamina a seiva que, consequentemente, transmite o antígeno a quem a ingere.

“Outra possibilidade é que os morcegos se alimentam de frutas, e essas frutas contaminadas, seja pela urina, seja pelas fezes ou pela saliva, caem no chão. Outros animais, principalmente porcos, se alimentam dessas frutas e acabam tendo a doença”, acrescenta ele.

Sintomas
A Organização Mundial da Saúde indica que os sintomas da doença podem ser severos, como encefalites fatais, e que a letalidade chega a ser maior que 40% dos casos.

Entre os sintomas iniciais estão febre, dor de cabeça, dor muscular, vômitos e dor de garganta. O agravamento pode vir acompanhado de tontura, sonolência, alteração do nível de consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda. Algumas pessoas também podem apresentar pneumonia e graves problemas respiratórios.

“Essas pessoas normalmente desenvolvem um quadro de encefalite, com queda do estado geral, febre, rebaixamento do nível de consciência e assim por diante. E realmente tem uma taxa de letalidade alta. Infelizmente, não existe vacina nem existe tratamento para esse vírus. O tratamento é simplesmente o tratamento sintomático”.

Disseminação
O infectologista aponta que mesmo que haja relatos de que o vírus também possa ser transmitido por secreções das pessoas infectadas, há um potencial menor de disseminação em nível pandêmico, se comparado a vírus de transmissão respiratória como os da covid-19 e do sarampo.

“Os vírus normalmente têm uma relação muito íntima com o seu reservatório. E esse morcego tem uma distribuição grande na Ásia, mas não tem distribuição nem na Europa nem nas Américas. Acredito que o potencial pandêmico, de uma distribuição no mundo todo, é pequeno”, avalia. “Mas não há dúvida de que existe a possibilidade de um potencial ou de um surto epidêmico, como está acontecendo na Índia neste momento”.

Apesar disso, Fonseca defende que a situação seja monitorada, porque o tempo de incubação do vírus permite que uma pessoa infectada faça viagens longas antes que os sintomas apareçam.

“Do momento da infecção até o aparecimento dos sintomas, demora em torno de quatro dias. É possível que uma pessoa se infecte na Ásia e venha para o Brasil, por exemplo, ou para outras partes do mundo, e desenvolva a doença. E ela pode transmitir a doença”.


  Fonte: Agência Brasil

Alimentação como aliada para tratar doenças inflamatórias intestinais

21 de janeiro de 2026
  • Durante a fase ativa (ou de crise), o intestino precisa de um “descanso”. O foco da alimentação é reduzir o esforço digestivo, com uma dieta de baixo resíduo e poucas fibras insolúveis, como batata inglesa (sem casca), cenoura cozida, arroz branco, maçã sem casca, banana prata e inhame

Para as mais de 10 milhões de pessoas que convivem com doenças inflamatórias intestinais (DII), como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, cada refeição pode ser um campo minado. A relação com alimentos é marcada pelo medo de desencadear dor abdominal, diarreia, sangramento e fadiga. No entanto, a ciência tem evoluído para mostrar que a nutrição é uma peça-chave no manejo da doença.


Diferentemente do que se possa imaginar, não existe uma "dieta para DII". O consenso entre gastroenterologistas e nutricionistas é de que a abordagem deve ser individualizada.

As DII costumam evoluir em duas fases bem distintas: a fase ativa, quando há crises e inflamação intensa, e a fase de remissão, quando a doença está controlada e os pacientes apresentam poucos sintomas ou estão assintomáticos. Saber o que comer em cada uma delas faz toda a diferença para a recuperação e o bem-estar do paciente.

Durante a fase ativa (ou de crise), o intestino precisa de um “descanso”. O foco da alimentação é reduzir o esforço digestivo, com uma dieta de baixo resíduo e poucas fibras insolúveis, como batata inglesa (sem casca), cenoura cozida, arroz branco, maçã sem casca, banana prata e inhame.

Quando a doença entra em remissão, a prioridade passa a ser a recuperação do equilíbrio intestinal e isso inclui a reintrodução lenta e gradual de alimentos como aveia, leguminosas (feijão, ervilha), frutas cítricas e sementes de chia e linhaça, que servem de alimento para as bactérias benéficas do intestino.

"O paciente com DII precisa ser visto de forma integral. O que comemos afeta diretamente a flora intestinal, a mucosa e a inflamação. Nas crises, o foco é poupar o intestino e aliviar os sintomas; na remissão, buscamos manter a nutrição, diversificar a microbiota e prevenir novas crises", explica o Dr. Sérgio Teixeira, diretor médico da Ferring no Brasil.

E quais são os alimentos que precisam de atenção?
Embora cada pessoa reaja de forma diferente, alguns alimentos costumam causar desconforto nos pacientes com doença de Crohn ou retocolite ulcerativa. E de acordo com a Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doença de Crohn (ABCD), certos grupos de alimentos devem ser consumidos com cautela:

Fibras insolúveis: encontradas nas cascas de frutas e verduras cruas, grãos integrais e sementes. Durante as crises, elas podem aumentar os gases e a dor abdominal.
Lactose: o leite e seus derivados podem agravar sintomas em pessoas que desenvolvem intolerância secundária à lactose nas fases de inflamação intestinal.
Alimentos ultraprocessados: produtos ricos em aditivos químicos, gorduras trans e açúcares estão associados ao aumento da inflamação intestinal e sistêmica.
Alimentos gasogênicos: como feijão, repolho e brócolis, podem intensificar o inchaço e o desconforto abdominal nas fases de crise.

“A alimentação tem papel direto na qualidade de vida de quem convive com doenças inflamatórias intestinais. Escolhas alimentares conscientes, orientadas por profissionais de saúde, ajudam a controlar a doença e a manter o bem-estar a longo prazo”, finaliza Teixeira.

Só 4 em cada 10 idosos que relatam depressão recebem o diagnóstico

16 de janeiro de 2026
  • Entre os idosos diagnosticados com depressão, a pesquisa identificou fatores de risco como gênero, escolaridade e estilo de vida. Mulheres apresentam risco 2,23 vezes maior de desenvolver a doença

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Dados analisados por pesquisadores da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina) e da University College London revelam que entre os 15,9% dos idosos que se sentiam deprimidos, apenas 37,3% relataram diagnóstico médico de depressão -o que representa 4 em cada 10.

A análise utilizou entrevistas com 6.872 pessoas com mais de 60 anos da segunda onda do Elsi-Brasil (Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros), conduzida entre 2019 e 2021 pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e pela Fiocruz-MG.

Apesar da lacuna observada entre o autorrelato de tristeza, solidão ou falta de prazer em atividades cotidianas e o diagnóstico formal, Jefferson Traebert, professor do programa de pós-graduação em ciências da saúde da Unisul e um dos autores do estudo, afirma que não é possível estabelecer nexo causal entre os dados.

"A contribuição do estudo está em apontar que a autopercepção pode indicar uma predisposição ou fatores de risco nessa faixa etária, para que os médicos da atenção primária e as políticas públicas possam ficar atentos", afirma.

Entre os idosos diagnosticados com depressão, a pesquisa identificou fatores de risco como gênero, escolaridade e estilo de vida. Mulheres apresentam risco 2,23 vezes maior de desenvolver a doença. Baixa escolaridade e sedentarismo também aparecem como fatores associados.

Os achados concluem que idosos com até oito anos de escolaridade apresentaram maior prevalência em comparação aos não escolarizados. Os pesquisadores dizem que o dado é aparentemente contraditório à literatura, que aponta que níveis mais baixos de escolaridade estão associados ao aumento dos sintomas depressivos. A hipótese levantada é o reflexo do descompasso entre expectativas e oportunidades vivenciadas por indivíduos com escolaridade intermediária.

Para Traebert, esses fatores de risco devem ser observados mesmo em pessoas sem diagnóstico que já apresentam sentimentos depressivos. "É preciso um olhar mais atento para as mulheres e para quem tem menor instrução formal", recomenda. "A prática de atividade física é um fator protetivo importante para o sofrimento psíquico e para a depressão."

A situação conjugal não mostrou significância estatística no estudo, o que surpreendeu o pesquisador, já que o vínculo marital costuma ser considerado fator protetivo para a depressão.

Traebert alerta também para a tendência de naturalizar tristeza e solidão em idosos, o que pode contribuir para negligência em relação à saúde mental dessa população. Ele afirma que o sofrimento psíquico não é natural e pode impactar na qualidade de vida.

Ele aponta a atenção primária em saúde, porta de entrada do SUS (Sistema Único de Saúde), como espaço fundamental para que idosos possam expor esses sentimentos além das queixas físicas. Outra recomendação dos pesquisadores é a combinação do autorrelato com as avaliações objetivas para o manejo de depressão em idosos.

O estudo cita dados de 2017 mostrando que metade dos idosos com depressão não foram diagnosticados na atenção primária devido à semelhança dos sintomas depressivos com aspectos do envelhecimento, como fadiga, perda de libido, problemas de memória e irritabilidade.

"Às vezes o idoso não reconhece o próprio sofrimento psíquico, mas a equipe de saúde tem que reconhecer. Precisamos pesquisar e entender esses sentimentos como possíveis sinais de sofrimento, não só físico, mas emocional", conclui Traebert.


Fonte: Notícias ao Minuto

O chá que ajuda o seu cérebro a funcionar melhor

13 de janeiro de 2026

Estudos indicam que o consumo regular de chá verde pode ajudar a preservar a memória, melhorar a concentração e reduzir o risco de declínio cognitivo. Especialistas destacam os compostos antioxidantes e anti-inflamatórios da bebida como aliados da saúde cerebral ao longo do envelhecimento.

Quando o assunto é saúde do cérebro, muita gente acredita que dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e ter um estilo de vida saudável são suficientes. No entanto, as bebidas consumidas ao longo do dia, como água, refrigerantes, café ou chás, também podem influenciar as funções cerebrais a longo prazo.

Entre os chás mais comuns, alguns possuem compostos que favorecem a memória e a concentração. Ainda assim, há um que costuma ser o mais indicado por nutricionistas e especialistas em saúde: o chá verde.

Chá verde e saúde cerebral

“O chá verde é a minha escolha número um”, afirmou a nutricionista Vandana Sheth ao site Real Simple. Segundo ela, embora vários chás tragam benefícios ao cérebro, o chá verde se destaca pela combinação única de compostos bioativos presentes na bebida.

A nutricionista Lindsey Schoenfeld reforça a avaliação. “O chá verde fica com a medalha de ouro. Quando falamos em saúde cerebral, ele costuma ser o grande protagonista”, disse.

Pesquisas científicas indicam que o consumo regular de chá verde está associado à redução do risco de declínio cognitivo. Os compostos naturais da bebida ajudam a proteger o cérebro ao longo do envelhecimento.

De acordo com Sheth, o chá verde contribui para manter o foco, a clareza mental e a saúde cerebral a longo prazo. Além disso, fornece substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias que atuam positivamente nas células do cérebro.

Para aproveitar melhor os benefícios, a recomendação é manter o consumo regular, com pelo menos uma xícara por dia. Uma estratégia simples é substituir outras bebidas, como o café, pelo chá verde em alguns momentos do dia.

Outra sugestão é preparar a bebida com antecedência e mantê-la na geladeira. Para variar o sabor, vale acrescentar limão, raspas de frutas cítricas ou folhas de hortelã.


Fonte: Notícias ao Minuto

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